Por Que Confiar Demais no Google Pode Ser um Erro?
Introdução
Vivemos em uma época em que o Google está inserido em quase todos os aspectos da nossa rotina: pesquisas na internet, envio de e-mails, navegação por mapas, consumo de vídeos e até no funcionamento do próprio celular. Diante disso, surge uma questão que pouca gente realmente para para refletir: até que ponto essa confiança toda é realmente segura?
O propósito declarado do Google sempre foi organizar a informação mundial e torná-la acessível. No entanto, por trás dessa fachada de utilidade pública, esconde-se a engrenagem de um motor de busca intrusivo movido pelo lucro e por interesses ideológicos. Recentemente, funcionários da gigante de tecnologia anunciaram que seu banco de dados, o pretensioso "Knowledge Vault" (Cofre de Conhecimento), teria capacidade para atestar a confiabilidade de 119 milhões de páginas e milhões de sites.
Mas quem vigia os vigilantes? A realidade mostra que o Google está longe de ser uma fonte neutra.
1. Muitas pessoas enxergam o Google como uma ferramenta neutra, criada apenas para facilitar a vida. Porém, por trás dessa aparência simples e acessível, existe uma estrutura extremamente avançada de coleta e análise de dados.
2. Cada busca realizada, cada vídeo assistido e até a sua localização podem ser registrados. Essas informações são utilizadas principalmente para direcionamento de anúncios — o que explica por que, ao pesquisar algo, pouco tempo depois começam a aparecer propagandas relacionadas ao que você acabou de procurar.
3. No entanto, essa questão vai muito além da publicidade. O Google também exerce uma enorme influência sobre o acesso à informação. A grande maioria dos usuários dificilmente passa da primeira página de resultados, o que significa que aquilo que aparece primeiro acaba influenciando opiniões, decisões e até a forma como as pessoas enxergam determinados assuntos. Isso levanta um ponto importante: quem define o que você vê primeiro?
4. Ao longo dos anos, a empresa já esteve envolvida em diferentes polêmicas relacionadas à privacidade e ao uso de dados. Em algumas situações, houve coleta de informações sem que os usuários tivessem plena consciência, o que contribuiu para aumentar a desconfiança de parte do público.
5. Outro fator que gera preocupação é o nível de poder concentrado. Com bilhões de usuários ao redor do mundo, o Google deixou de ser apenas uma empresa de tecnologia para se tornar uma das maiores forças de influência digital da atualidade.
6. Mesmo assim, é preciso analisar com equilíbrio. O Google oferece serviços extremamente úteis e gratuitos, utilizados diariamente por milhões de pessoas. Sem ele, muitas tarefas do dia a dia seriam muito mais difíceis de realizar.
7. Por isso, o verdadeiro problema não está em usar o Google, mas sim em confiar nele de forma automática, sem questionamento.
8. Em um cenário onde a informação vale muito, desenvolver senso crítico se torna essencial. Nenhuma plataforma deve ser vista como totalmente neutra ou livre de interesses. No final, a melhor forma de se proteger não é deixar de usar a tecnologia, mas aprender a utilizá-la com consciência e atenção.
Leia mais em I don't trust Google. Nor should you.
http://www.wnd.com/2015/03/i-dont-trust-google-nor-should-you/#yTBLm5AXPSXzVx6f.99