Estudo relata que medicamentos para TDAH estão ligados a aumento de risco de glaucoma.


Um estudo relevante publicado em maio de 2024 na revista científica Eye (do grupo Nature) confirmou uma associação entre o uso prolongado de medicamentos para TDAH e um risco aumentado de desenvolver diferentes tipos de glaucoma.
Abaixo, detalho os principais achados desse estudo para que você possa entender melhor o risco associado a cada substância:
Principais Achados do Estudo
O estudo analisou dados de mais de 240 mil novos usuários de medicamentos para TDAH e identificou riscos específicos dependendo da medicação utilizada:
 * Atomoxetina (Strattera): Apresentou o maior risco para Glaucoma de Ângulo Fechado (GAF), com uma probabilidade cerca de 2,5 vezes maior em comparação a quem não utiliza a medicação.
 * Anfetaminas (como o Venvanse/Lisdexanfetamina): Também mostraram um risco elevado para o Glaucoma de Ângulo Fechado, sendo cerca de 2,3 vezes maior.
 * Metilfenidato (Ritalina, Concerta): Foi associado a um risco ligeiramente elevado (1,2 vezes maior), mas especificamente para o Glaucoma de Ângulo Aberto (GAA), que é a forma mais comum da doença.
Por que isso acontece?
Esses medicamentos possuem uma ação simpatomimética. Isso significa que eles estimulam o sistema nervoso de uma forma que pode causar a midríase (dilatação da pupila). Em pessoas que já possuem uma anatomia ocular predisposta (ângulos estreitos), essa dilatação pode bloquear a drenagem do fluido ocular, aumentando a pressão interna do olho e desencadeando o glaucoma.
O que isso significa na prática?
Embora o estudo aponte um aumento no risco relativo, o glaucoma ainda é considerado um efeito colateral que exige atenção, mas não necessariamente pânico. Se você ou alguém próximo utiliza essas medicações:
 * Não interrompa o tratamento sozinho: O manejo do TDAH é fundamental para a qualidade de vida. Qualquer mudança deve ser feita com orientação médica.
 * Avaliação Oftalmológica: É recomendável que pacientes que iniciam tratamentos prolongados com estimulantes façam um exame de rotina com um oftalmologista, especialmente se houver histórico familiar de glaucoma ou se sentirem sintomas como visão embaçada, dor ocular ou halos ao redor de luzes.
 * Contraindicação: Vale lembrar que essas medicações já costumam ser contraindicadas em bulas para pacientes que possuem diagnóstico prévio de glaucoma de ângulo fechado.
> Nota: O estudo reforça a importância de um acompanhamento multidisciplinar entre o psiquiatra/neurologista e o oftalmologista.
Fonte:
https://www.naturalnews.com/2025-12-17-adhd-medications-linked-to-increased-glaucoma-risk.html

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