Quimeras humano-animal: os híbridos da ciência que estão desafiando a natureza


O que é uma quimera?
No mundo da biologia, quimera é um organismo que contém células de duas ou mais espécies diferentes. Ou seja, dentro do mesmo corpo, existem partes geneticamente distintas.
Alguns exemplos para ficar mais fácil de imaginar:
Quimera natural: às vezes, isso acontece em humanos naturalmente. Por exemplo, irmãos gêmeos que, ainda no útero, trocam algumas células podem nascer como quimeras sem saber.
Quimera experimental: em laboratórios, os cientistas combinam células de animais e humanos, ou de espécies diferentes de animais, para estudar doenças, desenvolvimento celular ou testar terapias médicas.
O nome vem da mitologia grega: a quimera era um monstro híbrido com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente. Hoje, o termo científico remete à mistura de elementos distintos dentro de um único organismo.
Em resumo: uma quimera humano-animal é um ser que tem células humanas e animais no mesmo corpo, mas não é humano, nem totalmente animal. É um mistério biológico vivo, usado principalmente para pesquisa científica.
Você sabia que pesquisadores de todo o mundo estão criando algumas das formas de vida mais estranhas e perturbadoras já vistas, misturando células humanas e animais?
Nos últimos dez anos, os avanços em modificação genética têm sido impressionantes. Hoje, até estudantes universitários conseguem criar novas formas de vida em laboratórios relativamente simples. Infelizmente, as leis ainda não acompanham essa velocidade, e em muitos países existem poucos limites sobre o que cientistas podem tentar.
O que você vai ler a seguir são os casos publicamente reconhecidos. Imagine, então, o que pode estar acontecendo em laboratórios secretos, longe de qualquer fiscalização. E se essas criaturas acabarem interagindo com o mundo real? Nesse ponto, seria quase impossível “recolher o gênio na garrafa”. Os cientistas estão explorando os limites do possível, mas o que estão liberando pode ter consequências inimagináveis.
Recentemente, ficamos sabendo que pesquisadores conseguiram criar ratos com cromossomos humanos artificiais em cada célula de seu corpo.
Então, como chamamos essas criaturas? Elas definitivamente não são mais camundongos comuns.
Os cientistas celebram isso como um avanço que pode levar a novas formas de tratar doenças genéticas. Um artigo intitulado “Ratos com cromossomos humanos — o avanço genético que pode revolucionar a medicina” explicou:
Cientistas construíram ratinhos geneticamente modificados com cromossomos humanos artificiais em todas as células, demonstrando que talvez seja possível tratar doenças genéticas de um jeito totalmente novo.
Em um estudo ainda não publicado, os pesquisadores criaram cromossomos humanos a partir de blocos químicos, sem usar um cromossomo humano pré-existente, mostrando a crescente capacidade da biologia sintética.
Isso já é assustador e incrível por si só.
Mas criar ratos com cromossomos humanos é uma coisa. Introduzir células humanas no cérebro de ratos é totalmente outra. Segundo o LifeNews.com, cientistas da Universidade de Wisconsin conseguiram implantar células derivadas de embriões humanos em cérebros de camundongos, que começaram a se desenvolver e aumentaram a inteligência desses animais.
Nos últimos meses, pesquisas da Universidade de Wisconsin e da Universidade de Rochester divulgaram novos dados sobre suas quimeras humano-animal:
Wisconsin: pesquisadores destruíram parte do cérebro de ratos (o hipocampo, responsável por memória e aprendizado) com uma toxina e substituíram as células por células humanas. O resultado? Os ratos recuperaram a capacidade de navegar em labirintos aquáticos.
Rochester: recém-nascidos receberam células humanas gliais, que ajudam a nutrir os neurônios. Seis meses depois, partes do corpo humano estavam presentes fora do cérebro do rato, e os animais mostraram maior habilidade em resolver labirintos e aprender tarefas condicionadas.
Esses experimentos levantam questões importantes:
Quais direitos deveríamos atribuir a ratos com cérebros parcialmente humanos?
Até que ponto a ciência deve avançar antes que a ética e a lei acompanhem?
Essas criaturas não são humanas, mas representam um passo importante para a modificação genética e a criação de organismos híbridos. É um avanço que pode abrir portas para tratamentos inovadores, mas também coloca em debate o que é aceitável quando o poder da biologia encontra a ética.
Fonte inspiradora: Wake Up Call News — Human Animal Hybrids⁠�
Adrien (Claudia Marinho)

​"Carioca da gema e inquieta por natureza. Sou formada em Direito e Publicidade, mas meu verdadeiro diploma é na arte de questionar o que a maioria aceita sem pensar.

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