“UFRJ avança na pesquisa sobre Alzheimer com novos caminhos para diagnóstico e tratamento”


Pesquisa sobre a doença de Alzheimer está muito ativa no mundo inteiro — com diferentes frentes científicas sendo exploradas simultaneamente por universidades, centros de pesquisa, empresas farmacêuticas e agências de saúde públicas. Aqui vai um panorama atualizado e confiável 
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🧠 1. O que é Alzheimer
A doença de Alzheimer é um distúrbio neurodegenerativo progressivo e fatal que destrói gradualmente as células nervosas do cérebro, principalmente nas regiões responsáveis pela memória, linguagem e raciocínio.
É a causa mais comum de demência em idosos, sendo responsável por mais de metade dos casos nesse grupo de idade. �
Serviços e Informações do Brasil
A doença se desenvolve anos ou décadas antes de os sintomas aparecerem de forma perceptível. �
MDPI
A sobrevida média após o diagnóstico costuma ser de cerca de 4 a 10 anos, embora isso possa variar entre indivíduos.
Genética: variantes do gene APOE aumentam significativamente o risco de Alzheimer — especialmente a forma APOE4. Pesquisas recentes reforçam o papel crucial desse gene em grande parte dos casos. �
The Guardian
Idade avançada: o risco cresce com a idade, especialmente após 65 anos. �
MSD Manuals
Fatores de estilo de vida e saúde geral: obesidade, hipertensão, diabetes, sedentarismo, baixo nível educacional e tabagismo estão associados a maior risco.
🧠 3. Sintomas e progressão
Os sintomas típicos evoluem em estágios e incluem: �
UnB Notícias
Inicial: perda de memória recente e pequenas confusões.
Moderado: linguagem prejudicada, dificuldade em realizar tarefas cotidianas.
Avançado: dependência total, desorientação severa, perda de funções básicas.
Além de alterações cognitivas, há frequentemente mudanças de humor e comportamento.
🧬 1. Diferença entre homens e mulheres no Alzheimer
Pesquisadores da UFRJ publicaram um estudo na revista Molecular Psychiatry mostrando que níveis mais baixos de carnitina livre no sangue podem estar ligados à maior incidência de Alzheimer em mulheres — aproximadamente 7 em cada 10 casos. Medições dessa molécula, quando combinadas com biomarcadores tradicionais como beta-amiloide e proteína tau, podem melhorar o diagnóstico da doença, especialmente em mulheres. �
parque.ufrj.br · 1
🔹 Isso não significa que a carnitina seja a causa do Alzheimer, mas indica que sua deficiência pode ajudar a entender por que a doença é mais frequente em mulheres e sugerir novos caminhos diagnósticos.
🧠 2. Descoberta de uma molécula (hevina) que influencia a cognição
Outra pesquisa importante da UFRJ, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), identificou uma glicoproteína chamada hevina — produzida por células cerebrais chamadas astrócitos — com forte papel na formação de sinapses (conexões entre neurônios). �
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🔹 Em modelos pré-clínicos com camundongos, o aumento da expressão de hevina nos astrócitos foi capaz de reverter déficits cognitivos associados ao envelhecimento e a processos similares ao Alzheimer.

A carnitina é uma molécula essencial para o metabolismo energético das células, ajudando especialmente as mitocôndrias (as “usinas de energia” das células) a queimar gordura e produzir energia. �
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A baixa concentração dessa molécula também se correlacionou com os marcadores tradicionais de Alzheimer, como as proteínas beta-amiloide e tau, o que sugere que um metabolismo energético menos eficiente poderia contribuir para processos neurodegenerativos no cérebro feminino. �
UOL
🔎 Como foi o estudo:
O trabalho analisou amostras de sangue de 125 pessoas com mais de 60 anos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e encontrou a mesma tendência de redução da carnitina em mulheres com declínio cognitivo. �
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📌 Importante: os pesquisadores ainda não afirmam que a falta de carnitina causa Alzheimer — apenas que ela pode ser um biomarcador útil para identificar risco e diferença entre os sexos e, portanto, pode informar diagnósticos mais precisos no futuro. �
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🧠 2. Hevina: uma molécula que pode reverter déficit cognitivo
Além das descobertas sobre a carnitina, outro avanço expressivo da UFRJ envolve a molécula conhecida como hevina.
🌟 O que é a hevina?
A hevina é uma glicoproteína produzida por células cerebrais chamadas astrócitos — células que dão suporte aos neurônios e desempenham funções essenciais na manutenção da saúde cerebral. 
Em modelos experimentais de envelhecimento e Alzheimer em roedores, aumentar a produção de hevina nos astrócitos melhorou a formação de sinapses — as conexões entre neurônios que são cruciais para memória e aprendizado. �
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O resultado dessa ação foi a melhora significativa dos déficits cognitivos observados nos animais. �
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Surpreendentemente, essa melhora cognitiva aconteceu sem reduzir as placas clássicas de beta-amiloide, o que é um achado importante, pois desafia parte da visão tradicional de que a remoção dessas placas seria fundamental para reverter o Alzheimer. �
Agência Fapesp
📍 O estudo foi publicado na revista Aging Cell, uma publicação respeitada na área de envelhecimento e neurodegeneração. �
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🧬 3. O que essas descobertas significam?
🔎 Ampliação do diagnóstico precoce
Os resultados da pesquisa com carnitina sugerem que medir essa molécula no sangue pode ajudar a identificar pacientes em risco antes dos sintomas graves — especialmente entre as mulheres. �
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🧠 Novos caminhos terapêuticos
A descoberta da hevina abre a possibilidade de:
desenvolver tratamentos que modulam células cerebrais de suporte, não apenas os neurônios;
repensar estratégias que antes se concentravam apenas na redução de placas de beta-amiloide. �
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🌍 Impacto da ciência brasileira
Esses trabalhos não apenas trazem contribuições para a ciência global do Alzheimer, como também destacam a importância da pesquisa realizada em instituições públicas brasileiras, apesar de desafios de financiamento e infraestrutura. �
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🧠 Conclusão
A pesquisa da UFRJ representa um passo significativo rumo a uma compreensão mais profunda da doença de Alzheimer, especialmente no que se refere:
✔️ À biologia diferencial entre homens e mulheres que pode explicar taxas mais altas da doença no sexo feminino; �
✔️ À identificação de biomarcadores no sangue que podem melhorar a acurácia diagnóstica; �
✔️ À descoberta de novas moléculas como a hevina, que podem apontar caminhos terapêuticos inovadores; �
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UOL
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Esses avanços fortalecem a esperança de que, no futuro, a detecção e o tratamento do Alzheimer possam ser mais precisos, personalizados e eficazes — marcando um importante capítulo da ciência brasileira na luta contra uma das doenças neurológicas mais desafiadoras da atualidade. 
Fontes:
🧪 Pesquisas científicas e institucionais
📌 Estudo sobre Alzheimer e carnitina em mulheres
Matéria oficial da UFRJ explicando como a deficiência de carnitina livre no sangue pode ajudar a entender por que a doença é mais frequente em mulheres e melhorar diagnósticos: Descoberta de pesquisadores da UFRJ pode melhorar o diagnóstico de Alzheimer em mulheres (UFRJ)⁠�
Versão alternativa da mesma publicação (Inova UFRJ): Descoberta de pesquisadores da UFRJ pode melhorar o diagnóstico de Alzheimer em mulheres (Inova UFRJ)⁠�
Notícia jornalística geral explicando os achados e a participação de instituições parceiras: Por que mulheres têm risco maior de Alzheimer que homens? (UOL)⁠�
Reportagem com detalhes sobre os níveis de carnitina no sangue e possíveis implicações: Baixos níveis de carnitina no sangue podem estar ligados ao Alzheimer em mulheres (Jornal da Band)⁠�
🖊️ Crédito da matéria
Matéria feita originalmente por Adrien (Claudia Marinho)
Pesquisa, apuração e texto original baseados em fontes científicas e institucionais.

Adrien (Claudia Marinho)

​"Carioca da gema e inquieta por natureza. Sou formada em Direito e Publicidade, mas meu verdadeiro diploma é na arte de questionar o que a maioria aceita sem pensar.

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